Dr. Heather D. Rogers, médica Americana, disse algo que me deixou preocupada.
Ela é Dermatologista e especialista em câncer de pele.
Faz pesquisas na Universidade de Stanford – Suas pesquisas apresentaram a seguinte conclusão:
Pessoas de pele branca, vivendo em países onde cruza a linha do Equador, quando atingirem 65 anos, terão 50% de chances de desenvolver câncer de pele.
Ela ainda vai mais longe e diz que nos próximos 15, 20 anos - câncer de pele será uma verdadeira epidemia.
Outra conclusão dela: meninas brancas, que fazem bronzeamento artificial, antes dos 18 anos, nas câmeras de raio ultra violeta, terão 75% mais probabilidade de adquirir um câncer de pele.
Assustador!
Câncer de pele é o mais diagnosticado atualmente.
O mais importante é detectar um câncer de pele, cedo.
Pois muitos tipos de câncer de pele, quando detectados precocemente, podem ser curados totalmente.
Outro fator primordial é prevenir o câncer de pele.
Protetores solares, chapéu, boné, e não se expor ao sol entre 10h00min da manhã e 03h00min da tarde.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Câncer de Pele
Posted by Detetive da Beleza at 21:41 0 comments Links to this post
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
De uma leitora:
"Obrigado por existir!"
Eu é que sou grata à vocês.
Essas frases melhoram nosso trabalho cada vez mais.
Posted by Detetive da Beleza at 11:08 0 comments Links to this post
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Irã
Em todo lugar existe algo de bom. Mas passei por várias situações desagradáveis. Morando em vários países diferentes aprendi que o importante é guardar na memória a experiência positiva e esquecer o ruim.
A Revista Veja fez reportagem sobre o Irã. Glória Maria também fez uma matéria para o Fantástico. Essas reportagens são bem lustrosas. Os jornalistas não podem emitir opinião, somente informar.
No momento o Irã está nas manchetes devido à mulher Sakineh Mohammadi Ashtiani, mantida presa por trair o marido. Prometem matá-la a pedradas.
Morei em Teerã, a capital do país três meses.
Cheguei ao Irã no verão. Temperatura de 45 graus. Quando o avião aterriza, a aeromoça pede para as mulheres vestirem o “muslim costum”, fantasia muçulmana. Véu na cabeça, uma bata comprida até o pé.
Dentro do aeroporto em uma sala fechada, esperei pelas bagagens. Na sala não havia ar condicionado, eu coberta dos pés à cabeça, comecei a derreter de calor. Lembrando que isso tudo é depois de quase 30 horas de vôo. A bagagem demorou duas horas.
Com as bagagens na mão, mais uma hora de espera na fila do controle de passaportes. Quando consegui chegar ao saguão do aeroporto para encontrar meu familiar, um verdadeiro caos instalado. Os parentes e amigos vão até o aeroporto buscar seus familiares. E todos gritam ao mesmo tempo.
No Irã a língua é o farsi. É uma língua onde o som das palavras sai da garganta, tem-se a impressão de que eles brigam quando conversam entre si.
Observe a pronúncia do nome do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, o som mais forte da palavra é formado na garganta: Mahm, Ahm.
No meio daquela gritaria tentei me acalmar e procurei por um telefone.
Surpresa! Cartão telefônico não existia. Após mais uma hora, encontrei meu familiar. Estava literalmente um bagaço. Foram minhas boas vindas ao Irã.
O livro “lonely planet” recomenda a quem ir ao Irã é: levar muitos livros.
O transporte público é precário. Portanto a solução é usar taxi.
Chamar taxi por telefone era complicado, os atendentes não falam inglês. Do local onde estava morando, caminhava até um ponto de taxi. Em uma cabine, um senhor chamava por rádio o motorista. Mas eu sempre era obrigada a esperar. Eu percebia que mesmo pessoas que chegavam depois de mim eram atendidas. Motivo: os homens sempre são atendidos antes da mulher. Um dia cansada, sentia com um calor terrível. Deixei a educação de lado e falei vários impropérios em português para aquele homem.
Na comunicação apenas 7% é fala, o resto é expressão corporal, fisionomia, etc. Ele entendeu tudo o que falei. Não esperei mais. Porém, mandava os piores carros. E numa ocasião mandou um carro sem a porta do passageiro. Aceitei. Deixei aquele homem rindo atrás de mim e passei pela cidade de Teerã, por ruas com engarrafamento caótico, num taxi sem porta. Sobrevivi para contar essa história a vocês.
Gosto de caminhar. Do apartamento onde fiquei, andava até o centro da cidade. Um dia, assim que pus o pé na rua, os carros buzinavam para mim. Descobri depois a razão. Estava calçada com um tênis de cor vermelha. Cores chamativas são as cores da prostituta.
Estava junto com minha filha, e os motoristas devem ter concluído de que havia cometido um engano na escolha da cor do calçado, sossegaram as buzinas. Dei boas risadas, quando soube que a cor do meu tênis era o real motivo das buzinadas.
Numa de minhas andanças, assisti outra cena interessante:
Além do véu na cabeça, a mulher deve cobrir o traseiro e tornozelo. Naquele calor infernal, algumas mulheres usam calça capri. O tornozelo fica descoberto.
Na frente de uma loja de roupa feminina, uma moça elegantemente vestida e maquiada, berrava com um policial. Ele batia nas pernas dela com uma vara, (ou cassetete). A mulher o enfrentava e berrava mais alto que ele. Mesmo levando varadas nas pernas, se impôs, a ponto de o policial desistir de berrar com ela e ir embora. Entrei na loja, ela estava vendendo. Disse-me ser a dona da loja, e explicou o motivo da bronca do policial, era que a roupa dela estava muito sensual. A mulher tinha um rosto lindo, e para nossos padrões de vestir, estava toda coberta.
Atividades que fiz no Irã: fomos à praia, visita a Esfahan e Persépolis.
Esfahan – É uma cidade que fica a 340 km de Teerã.
Alugamos um ônibus. A viagem é enfadonha. Quase só deserto e areia no caminho. Mas passamos pela cidade de Qom, onde esta o mausoléu do Aiatolá Khomeini.
Esfahan é uma cidade histórica muito linda. O artesanato local é especial, muita pintura feita em cerâmica e mármore.
Entrei pela primeira vez em uma mesquita. Apesar da temperatura de 48 graus, dentro da mesquita, 20 graus. A construção é feita de uma forma toda especial que retira o calor e mantém o ar frio dentro. As abóbodas, o teto da mesquita possui pinturas incríveis. Passei algum tempo apreciando aquela beleza feita pelas mãos do homem. A Mesquita chama-se Sheikh Lotfollah.
As janelas são muito altas, permitindo a claridade natural entrar na Mesquita.
Visitamos uma loja de artesanato, e almoçamos em um restaurante, sentados no chão, em cima de tapetes persas. Comemos o tradicional quebabe, que é espetinho de carneiro, com coalhada e hortelã. Não gosto muito de carne de carneiro, mas experimentar a comida local do país, outros sabores é interessante.
Hospedamo-nos no Abbasi Hotel. Esse hotel tem um jardim muito lindo – à noite o jantar foi servido ao ar livre no jardim do hotel.
Uma ponte muito famosa sobre um rio que cruza a cidade, na Rua Zayandeh. À noite o rio se transforma em um espelho. É possível tirar fotos incríveis.
Praia – a cidade de Teerã é no meio do deserto. Porém no caminho para a praia tem-se a impressão de viajar pelo sul do Brasil. Mato, verde por todo lado.
Quem nos levou de carro foi um Iraniano. Na praia, dentro da casa, usei uma bermuda comprida, camiseta e tirei o véu da cabeça. Lá fora em plena praia, tinha que vestir a fantasia, cobrir a cabeça, etc.
O Iraniano comprou peixe e fez churrasco de peixe, uma delícia.
Uma das situações mais bizarras que vi na vida foi na praia do Irã: numa parte da praia havia uma lona enorme esticada. A lona formava uma espécie de cortina ao ar livre, medindo uns 6 metros de altura por 12 de comprimento. A função dessa cortina era separar homens de mulher. E havia um guarda monitorando, para que nenhum homem pudesse ver as mulheres do outro lado. Biquíni, nem por sonho. Elas estavam todas vestidas, entram na água do mar com roupa.
Persépolis – Sem dúvida a viagem histórica mais maravilhosa de minha vida. Em Persépolis é onde estão as ruínas de um enorme Palácio. Segundo a história, o Alexandre “O Grande” viveu nesse Palácio por um tempo. Também dizem que ele ateou fogo no Palácio.
Ficamos hospedados na cidade de Shiraz. Um guia turístico nos levou de carro até Persépolis. Ele disse que antes da queda das torres gêmeas dos Estados Unidos, muitos americanos visitavam o local. O moço não era nem um pouco simpético ao Sr. Bin Laden. As fotos de Persépolis podem ser vistas no google. Mas ao vivo é uma sensção indescrítivel. A história viva da nossa civilização. Imperadores Dario, Xerxes, escritas cuneiformes. Enfim constatei ao vivo e a cores, a história que estudei decorebada na quinta-série.
E afinal mulher não pode vestir biquini no Irã?
Pode sim. Porém o homem comum não pode ver, somente seus maridos e outras mulheres.
Eu e uma amiga brasileira fomos convidadas para ir à um clube. A frequência do clube é divida em horártios masculinos e femininos. Homem e mulher juntos? não.
O local era uns 60 km de Teerã, 5 estrelas. Piscina, sauna, salão de beleza, um espetáculo.
E as mulheres??? Pelo menos as que estavam lá, lindíssimas!
Corpos sarados, super bronzeadas, só não lembro de ver biquini fio dental, mas as peças não eram grandes. Aliás as mulheres iranianas são muito bonitas. As ricas como em todo lugar, gastam fortunas em cirurgia plástica também.
Salão de Beleza - Para terminar minha visita à um salão de beleza em Teerã.
Foi sem saber, mas meu marido alugou o apartamento em cima de um salão de beleza.
Na rua havia apenas uma plaquinha disrcreta escrito: Beauty Salon.
Apertei a campainhia. A porta abriu e entrei por um corredor longo e escuro. Parecia um local abandonado. Pensei, entrei numa fria!
Essa entrada era só fachada.
Havia outra porta, e uma recepção. Entrei e uma senhora estava fazendo a sobramcelha com linha numa cliente, uma habilidade magnífica e apenas uma manicure. Ainda não consegui me sentir segura. Porém chamaram a recepcionista que falava inglês impecável.
Disse que eu faria apenas uma escova no cabelo. Ela me levou para outra sala, que dava para um salão enorme. Fiquei de boca aberta, era um salão de uns 200 m2, várias manicures, clientes super bem vestidas, barulho de secador. Revistas de moda em inglês, alemão e russo.
As manicures fazendo unhas postiças com todas as maquininhas modernas.
Um salão de nível internacional.
Aparece a “hair stylist” a cabelereira, vestida com uma camiseta super justa preta, um decote caprichado da marca Adidas. Calça de exército verde, e um boné na cabeça, tenis moderninho. Enfim muito elegante.
Simpática, não falava inglês, porém não precisava, entendeu tudo o que pedi para fazer. Minha filha cortou o cabelo, e o corte foi super bem feito. A escova minha também ficou ótima. Não foi exatamente barato. Era um salão high class.
A surpresa maior foi no pagamento, a recepcionista me perguntou em que moeda eu iria pagar? Falei,”o dinheiro iraniano”. Ela me disse que aceitava dólar, euro, etc, as principais moedas. Lá fora, para fazer compras no supermercado, se fosse pagar com dólar, o comerciente era capaz de agredir com palavrões. Porém no negócio de beleza, a coisa estava totalmente globalizada.
Na rua a atmosféra era de um país muçulmano.
Dentro do salão de beleza, o ambiente retratava um país ocidental.
Tem neve no Irã. Em dezembro, a neve deixa a cidade mais alegre.
Muitos apartamentos possuem antena parabólica. Passa TV a cabo americana e inglesa. As festas de fim de ano, acontecem dentro dos apartamentos. São regadas a bebida alcólica, e DVD na TV mostrando o carnaval do Rio de Janeiro. Eis o Irã.
Posted by Detetive da Beleza at 23:13 1 comments Links to this post
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Rotina Anti-Acne
Livrar a pele da acne não é fácil. Briguei contra acnes a vida toda. Não canso de citar o meu testemunho pessoal. Principalmente porque na primeira vez, o tratamento teve sucesso. Certamente que as acnes voltaram, porém nunca mais com tanta força. Ao longo do tempo, foi duro admitir que fosse propensa a ter acnes, devido à genética da minha pele.
A razão de ter dado certo na primeira vez, foi devido a bastante disciplina nas aplicações dos produtos. Fui ao dermatologista. Na época, os tratamentos com ácidos ainda eram recentes no Brasil. Usei ácidos e tomei antibióticos. Após o tratamento adquiri uma gastrite. Anos depois, estudando sobre o assunto, descobri que o antibiótico responsável em matar a bactéria P. Acne acaba também com as bactérias boas do estômago.
Um Gastroenterologista me receitou remédios para a gastrite.
Portanto atravessei todo o calvário que uma pessoa com acne sofre.
Por meio de erros e acertos, posso dizer que a minha pele hoje está bem. Parei de errar após estudar sobre o assunto. Tenho o maior prazer em ajudar de maneira objetiva, quem sofre de acnes.
Os médicos classificam a acne por grau de inflamação.
Grau I, II ou III e IV. As de grau IV são internas. Eu tive todos os graus de acne.
Minha recomendação: na primeira vez procure um médico.
O SUS oferece esse tipo de tratamento. Porém, existem médicos e médicos, é melhor visitá-los munido de toda a informação possível.
Super, Hiper Importante:
As linhas de cosméticos não possuem solução adequadas para acnes.
A formulação dos produtos cosmecêuticos pouco difere de um cosmético comum. Mesmo a linha vendida pelo médico, às vezes não é confiável. Leia o rótulo do produto e não aceite a desculpa de que o produto deve ser caro para funcionar. Existem opções acessíveis.
Evite cair na armadilha dos milagres das propagandas!
Você irá jogar o seu dinheiro fora. De cada 10 linhas cosméticas, ditas contra a acne, 11 apresentam problemas.
1 - As formulações dos produtos são oleosas, contém álcool, ou fragrâncias muito fortes, piorando o problema.
2 – As linhas de cosméticos contra acnes não levam em conta os problemas individuais. São linhas direcionadas para o público em geral.
3 - Quem formula os produtos tem pouca ou nenhuma especialização no tratamento de acne.
Irritação, Ardências e Vermelhidão na Pele
Se alguma irritação ocorrer, você precisa parar com o esfoliante, o desinfetante, ou a máscara facial. Isso significa que a sua rotina não está funcionando, ou eventualmente, a rotina escolhida não está funcionando para o seu caso específico. Ou ainda, a sua pele não aceita a freqüência das aplicações dos produtos, ao menos não no começo do tratamento.
Paciência e desejo forte de experimentar o tratamento são as chaves do seu sucesso contra a acne.
Basicamente os passos são três:
limpar, esfoliar e desinfetar a pele
Ir ao médico:
Lavar o rosto - O médico prescreve um sabonete líquido, sem fragrância e sem álcool. Não é necessário lavar o rosto várias vezes. Três vezes ao dia é suficiente.
Esfoliar a pele - O médico irá mandar manipular um creme à base de BHA (beta hidróxi ácido) ou AHA (alfa hidróxi ácido), junto com o medicamento Adapaleno ou (Differin). O Ácido deve ser usado antes do medicamento, uma vez ao dia.
Desinfetar a pele – O médico prescreve um antibiótico anti-bactericida. Pode recomendar também o peróxido de benzoíla.
Se a medicação irritar, peça ao médico outro medicamento. O importante é seguir a rotina recomendada pelo médico.
É necessário esperar 4 a 6 semanas, para perceber alguma melhora na pele. (Esse período é o ciclo de vida da acne).
Proteger a pele com o filtro solar
Usar apenas produtos tópicos:
Nesse caso o uso de antibióticos é descartado. Podem optar pessoas que já foram ao médico e estão brigando contra as acnes remanescentes. Isso é normal. Ou para quem tem pouca acne, e está seguro e informado o suficiente, de que não precisa ir ao médico.
1 – Lavar o rosto com sabonete líquido, sem fragrância e sem álcool.
2 – Esfoliar a pele com ácido salicílico, (o adapaleno é um BHA esfoliante e pode ser comprado sem receita médica). Também pode optar por um medicamento similar ao adapaleno, o Retin-A, porém esse medicamento não pode ser usado junto com o peróxido de benzoíla; você deve aplicar o Retin-A a noite e o peróxido de benzoíla de manhã.
3 – Peróxido de benzoíla, inicie com a concentração 2.5%.
Obs.: Esses produtos são vendidos em forma de creme, não tome nenhum remédio sem receita médica.
Se as aplicações tópicas irritarem a pele em demasia, ao invés de parar de usá-los, considere alternar a aplicação do esfoliante com o produto desinfetante, até a pele se acostumar com o tratamento. Alguma irritação sempre ocorre. Ela não pode ser insuportável.
Posted by Detetive da Beleza at 16:04 3 comments Links to this post
sábado, 7 de agosto de 2010
Renew – Proteína da Juventude
A Avon faz parte da história dos cosméticos no Brasil.
No início, de porta em porta, seu público alvo eram as secretárias do lar. Foi a empresa que repaginou e seguiu o avanço econômico do país. O verdadeiro camaleão dos cosméticos no Brasil, definitivamente é a Avon.
Hoje, vende para todas as classes sociais. É uma empresa americana, que tem o Brasil como o seu segundo mercado de cosméticos. Quando o ponteiro dos relógios giram um segundo no planeta, a Avon vende um rímel. Mundialmente, suas vendas são astronômicas.
A Avon lançou o Renew em 1993.
Foi uma "revolução", virou uma febre no país.
Os potinhos custavam um salário mínimo. Nos primeiros anos do lançamento, a Avon vendeu cerca de 15 milhões de unidades, ao preço de um salário mínimo. O produto foi lançado em parceria com o dermatologista Eugene Van Scott, da Temple University School of Medicine. Ele foi o responsável em incluir na lista de ingredientes do Renew, o ácido glicólico.
Deixando os números para os financistas da Avon, quero falar da formulação do Renew e se o produto cumpre o que promete.
- Compramos o Renew há 17 anos, será que o produto já apagou alguma ruga?
Porém, a Avon diminuiu a porcentagem dos ácidos na formulação do Renew. Ou seja, retirou exatamente o que funcionava no produto. O Renew como é formulado hoje, tem efeito apenas de um hidratante.
Independente de resultado positivo ou não o fato é que a partir daí, uma história de lançamentos foi construída. Luis Felipe Miranda, presidente da Avon Brasil, afirma que a empresa, foi a primeira a potencializar a proteína da juventude no segmento antiidade.
Com a proteína da juventude em mãos a Avon tem protagonizado os comerciais mais absurdos.
1 – “Preencher linhas finas na primeira aplicação e estimular a produção de colágeno”.
Nenhum creme é capaz de preencher linhas finas ou de qualquer tamanho. Preenchimento de rugas é feito com botox injetável. Se o creme não descama a pele, a afirmação de que o produto estimula produção de colágeno, é questionável. Sem sacrifício não há prêmio, isso vale para a beleza. As moléculas de colágeno do Renew simplesmente espalhadas na pele são muito grandes, incapazes de penetrarem a barreira epidérmica e descer até a derme, que é onde o processo de envelhecimento ocorre.
2 – “As linhas mais profundas começam a desaparecer em duas semanas”.
O ciclo de renovação das células da pele humana, dura em média de 28 a 45 dias. Um produto cosmético capaz de alterar esse ciclo natural, deveria ser classificado como um medicamento. Pelo menos até agora o Renew ainda não foi capaz de apagar o inevitável. A maneira como as rugas aparecem e a pele envelhece, é um processo complexo, que envolve uma escala ilimitada de circunstâncias.
Liguei para o 0800 da Avon:
Quais justificativas científicas, vocês possuem, para afirmar que um creme é capaz de alterar o período de renovação celular de 28 a 45 dias, para dois semanas?
Resposta: “A tecnologia do produto é de uso restrito da empresa. As informações científicas a respeito da composição do produto, não são divulgadas”.
A publicação do estudo é importante para saber se o estudo é amplo o suficiente a ponto de ser significativo. E mais essencial ainda, quem se beneficiou do estudo? Todas essas informações são vitais, pois dão credibilidade à empresa e os seus produtos.
Outro absurdo é quando eles lançam mão do que eu chamo de:
3 – Armadilhas das Porcentagens
No comercial do Renew Reversalist:
73% das mulheres sentiram uma nova pele
O que significa 73% das mulheres?
Se apenas duas mulheres que trabalham para a Avon, foram usadas como amostra, isso é 73%?
É simplesmente uma grande armadilha para mascarar porcentagem.
Fazer o número 73% parecer significativo aos olhos do consumidor. Nenhum ingrediente desse produto é capaz de renovar uma célula sequer. Ele deveria ser chamado de “produto que renova clinicamente o seu orçamento para menos.”
Adotar postura racional ao comprar cosmético, pode favorecer o bolso e a pele.
Posted by Detetive da Beleza at 13:03 0 comments Links to this post
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Lançamento de um Novo Cosmético
O número de marcas de cosméticos, lançados desde 2002 para o consumidor brasileiro é assustador. Porém há o seu lado positivo, temos inúmeras opções.
Vários aspectos deveriam ser levados em conta antes de lançar uma nova linha de cosméticos.
Muito fabricante de cosmético, não sabe sequer avaliar um estudo científico sobre os ingredientes do seu produto.
O conhecimento de muitos especialistas que trabalham para empresas de cosméticos, não vai além do anúncio que faz para divulgar a marca do produto. Em muitos casos eles não entendem sobre os ingredientes ou não se envolvem inteiramente nas rotinas de cuidados com a pele.
Isso é fácil de perceber, pelos inúmeros potinhos de cremes que possuem tampa e abrem totalmente na hora do uso. O produto fica exposto à luz e com isso a eficiência de muitos ingredientes é alterada. As melhores alternativas são as bisnagas ou recipientes “pump”. Sem contar ingredientes irritantes que contém nas formulações, álcool. Etc.
As empresas não se preocupam com os problemas específicos da pele. Apenas seguem tendências da moda ou elegem algum ingrediente exótico, construindo uma história sensacionalista em cima de algum ingrediente.
Por exemplo, algumas marcas de cosméticos usam raspas de maçã na lista de ingredientes, pela simples razão de que a foto da maçã fica bonita na página da revista. Se isso não é suportado com estudos científicos que justifiquem o uso do ingrediente na formulação do produto, o esforço serve apenas para enfeitar as revistas de moda.
Os ingredientes do produto jamais devem irritar a pele. Irritação e inflamação fazem muito mal à pele. Muitas empresas usam repetidamente ingredientes irritantes. E a justificativa é que e palavra natural soa bem aos ouvidos do consumidor. A verdade é que eles não sabem o que estão fazendo.
No mundo dos cosméticos, a origem de um produto novo é discutida na mesa de reunião, pelo pessoal de marketing. E o assunto principal é o cheiro do produto, ou qual ingrediente natural será utilizado na formulação do produto.
A equipe de marketing cria uma história em torno do novo ingrediente. Repassa essa história para os químicos da empresa e, um novo produto é lançado no mercado.
Quase nenhuma empresa de cosmético analisa meticulosamente cada ingrediente usado na formulação.
Quem faz o marketing do cosmético, raramente está interessado em ciência cosmética, ou como funciona a fisiologia da pele humana. Eles estão preocupados com a aparência do frasco e quais argumentos de venda serão usados no momento de vender o produto.
Definitivamente, essa maneira de lançar cosméticos, não tem nada a ver com cuidar da pele.
Pontos importantes que devem se considerados no lançamento de um novo produto cosmético:
- O que as pesquisas científicas dizem a respeito dos ingredientes a serem adotados na formulação?
- Analisar o benefício real dos ingredientes para os diferentes tipos de pele.
- Em comparação ao que já existe no mercado, esse novo produto pode ser vendido por preços mais em conta do que os concorrentes?
- Os ingredientes escolhidos de uma maneira geral, possuem função antioxidante? Reparam a pele, melhoram a sua aparência?
- As desordens da pele, tais como rosácea, pele sensível, oleosa em excesso, foram levadas em consideração na escolha dos ingredientes?
Posted by Detetive da Beleza at 14:16 0 comments Links to this post
Linha dos Cabelos - Última Parte
Encerrando a série de artigos sobre cabelos.
Na China, minha atividade predileta foi assistir TV. Era a copa do mundo e jogos da copa são assistidos com a mesma paixão no mundo todo.
Em 2014, os holofotes estarão apontados para o Brasil.
Na programação da TV em Hong Kong, uma celebridade apresentava um programa similar ao Domingão do Faustão da Globo. Em um país onde um bilhão de pessoas possui cabelo preto e liso, o visual da celebridade precisa destacar do resto da multidão. Ele escolheu o cabelo.
O apresentador encrespava e tingia de vermelho o cabelo. Seu cabelo era simplesmente detonado por produtos químicos. Inclusive coloquei a foto de um turista aqui no blog, para ilustrar como o cidadão comum lá, também copia as celebridades.
Na Ásia o “cooll’, irado, etc, é detonar o cabelo.
Do outro lado do Oceano, assistindo ao documentário do comediante americano Chris Rock, percebemos do que são capazes de fazer as pessoas com cabelo crespo afro. Os ‘“African Americans”, detonam o cabelo com produtos químicos, porém para obter um resultado exatamente oposto, alisar.
Por aqui, também alisamos o cabelo, usamos produtos químicos, etc.
Na década de 1930, a atriz americana Jean Harlow, atuava no filme: “A Venus Platinada”. Esse filme fez tanto sucesso no Rio de Janeiro a ponto de um escritor francês em visita à cidade, se espantar com as moças de descendência africana, com cabelo descolorido. Ele relata seu espanto em um livro sobre Hollywood:
"Todas as belas mulatas que saiam para passear a tarde e desfrutar do ar fresco à beira mar na praia do Flamengo, haviam descolorido o cabelo e se maquiavam todas de cor-de-rosa.
Era um cortejo de negras lindas a luz do crepúsculo, porém louras.
Com seus cabelos mortos, mas brilhantes!
Um dia cheguei a encontrar uma mulata com o cabelo ruivo irlandês”.
Era “uma criatura soberba, mas ruiva, soberanamente ridícula”.
Esse episódio faz o escritor refletir, dizendo que são raras as pessoas que conhecem suas atrações e mais raro ainda, é quem sabe servir-se delas para obter o máximo de sedução, equilibrando bem todos os dons de sua beleza natural.
Segundo o escritor, isso se deve a nossa ignorância dos princípios mais elementares da arte, da arquitetura, da poesia e... Da maquiagem. Uma obra de arte é antes de tudo uma obra de equilíbrio. O escritor recomenda perguntar a um amigo arquiteto ou pintor e aprender com ele, a regra de ouro sobre simetria. Ele diz que a linha mais sublime da mulher é a linha dos seus cabelos.
Os olhos, a boca, a compleição, a fisionomia podem ser impecáveis e bem proporcionados, mas não há verdadeiro “sex appeal” para uma mulher sem o edifício, sem o artifício do penteado, pois todos os seus dons e encantos naturais só terão equilíbrio graças à linha de seus cabelos.
Ele explica:
“Essa linha é a simetria que se deve estabelecer entre a parte de baixo e a parte de cima de um rosto. É impossível um rosto mal equilibrado pela implantação e a massa dos cabelos seduzir na tela da TV ou na moldura de uma foto”.
O “Sex Appeal” é uma irradiação, uma atração magnética, uma emissão ou uma troca de ondas, resumidas numa palavra: harmonia.
A maioria das estrelas de cinema possui defeitos que podem ser remediados com maquiagem, iluminação ou truques fotográficos; mas se a massa e a implantação dos cabelos forem assimétricas, ou a linha do seu penteado estiver fora de tom, todos os esforços de profissionais de beleza, ou fotógrafos são em vão. Pois o rosto da celebridade parecerá sempre em desproporção em relação às diferentes partes, ou seja, a pessoa aparenta atormentada, portanto sem beleza.
A mulher que tem a linha ideal de cabelos e a fisionomia perfeita era Jean Harlow. Eis a razão de as mulatas da época de seu filme, copiar o cabelo da atriz. Ela deveria irradiar alguma harmonia.
Espero que os meus lampejos ajudem a iluminar as leitoras que pedem dicas sobre cabelos.
Obrigada para aquelas que gostaram e elogiaram o meu cabelo na entrevista do Jô Soares.
Acreditem aquele visual foi adquirido após cometer muitas besteiras e estudar bastante sobre o assunto.
Posted by Detetive da Beleza at 13:42 0 comments Links to this post
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Alopecia
No programa da Ana Maria Braga uma matéria sobre as mulheres que perdem cabelo:
http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1610823-10344,00-SOS+DOUTOR+SAIBA+TUDO+SOBRE+A+CALVICIE+FEMININA.html
Ela dá apenas uma pincelada no assunto. Algumas informações importantes.
A matéria mais completa dada pelo médico, e o pai dele que trabalham apenas com calvície.
Em um programa da Rede Vida, explicam cientificamente as causas da calvície.
Diferenciam os tipos de calvície e como tratar cada uma delas.
http://www.youtube.com/watch?v=HUWHcxiKezw&feature=channel
Posted by Detetive da Beleza at 10:53 0 comments Links to this post
Good and Bad Hair / Cabelo Bom e Ruim
Aprendi a perceber características positivas das outras culturas.
Algumas das "Celebridades" americanas procuram fazer algo de bom para seu público e que não tenha nada a ver com o seu trabalho.
Um ator fazer um documentário tão magnífico para os profissionais cabeleireiros especialistas em cabelo Crespo afro.
A minha filha é fã do ator e comediante americano Chris Rock.
Ela encontrou na Internet um filme que ele fez sobre cabelos Crespo afro.
Nos Estados Unidos e aqui também, chamam o cabelo Crespo afro de cabelo ruim.
O cabelo bom é liso.
Esse filme é muito interessante.
http://www.youtube.com/watch?v=je4IPR-ci5I&feature=fvw
Posted by Detetive da Beleza at 09:11 0 comments Links to this post
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O Relato da Rose
A Rose conta as peripécias que fez com o cabelo:
"Assisiti à sua entrevista e percebi que o seu cabelo deve ser exatamente igual ao meu! Crespo, loiro medio natural, fino (era liso até aos 13 anos), com luzes e relaxamento feito com o tioglicolato de amônia.
Quando você fez a escova progressiva, é a de formol?"
Rose, já fiz de tudo um pouco no meu cabelo. Fiz escova progressiva com formol. Até permanente eu já fiz. Quando fiz o permanente, um amigo chegou perto de mim e levou um susto. Não me reconheceu.
E sabe por quê não estou careca?
Por dois motivos: primeiro pela simples razão de na minha juventude não ter dinheiro para esculhambar
tanto o cabelo. Meu cabelo agradece a minha dureza, pode crer.
Segundo, aos poucos eu aprendi sobre a genética e estrutura do meu cabelo.
Ele é crespo e fino, sei que não aguenta progressiva e uma química juntos.
Tenho de escolher, aliso ou faço luzes. Os dois juntos simplesmente derretem os meus fios. Essa informação os cabelereiros não te dizem. Pois a sobrevivência deles depende também dos produtos que
vendem no salão.
Terceiro, o corte correto. Isso foi conseguido após inúmeras visitas à cabelereiros.
Desde o mais bambanbã dos shoppings centers, até os mais humildes de salão de bairro.
E sabe onde fui encontrar um?
Em um salão de bairro. Ele participa de eventos. Modela os cabelos para os eventos, faz toda a parte do cabelo nos bastidores, antes de a modelo aparecer na frente das câmeras, ou seja o trabalho mais árduo é ele quem faz.
Por último quando percebo que o cabelo está muito ressecado, lanço mão da vitamina T, de tesoura.
Não há produto que resolva um cabelo crespo, fino e ressecado. Somente um bom corte.
Posted by Detetive da Beleza at 23:01 1 comments Links to this post
Cabelos
Antes do post sobre Teerã vamos a respsota para a leitora Rose.
sobre cabelos.
Estive na China no mês passado e como estudei e vivi na Ásia por 6 anos tenho um carinho especial por aquela cultura e estilo de vida.
Portanto vou iniciar falando do cabelo asiático.
Posted by Detetive da Beleza at 22:21 0 comments Links to this post
sábado, 31 de julho de 2010
São Paulo
Pelas minhas andanças, conheci muitas cidades fora do Brasil. Porém, às vezes me sinto envergonhada, não conheço o meu país. Por isso estive em São Paulo por uma semana. Andei de taxi, ônibus, a pé e de metrô. E sabem de uma coisa? Gostei!
Visitei o MASP. Fui ao shopping Morumbi, almocei em um bistrô perto da Rua Oscar Freire. Em outra ocasião, almocei também o chamado PF (prato feito) em um restaurante bem simples na Consolação.
Visitei a loja de cosméticos Ikesaki no bairro da Liberdade. E claro terminei na Rua 25 de março.
Aliás, como vivi seis anos na Ásia, Rua 25 de março é que nem sanduíche Mc, tudo igual, só muda o nome da localização. Em Hong Kong, uma rua onde comprei uma bolsa é bem similar a 25 de março de São Paulo. Já é a marca registrada dos chineses.
Agora posso dizer que conheço um pouquinho de São Paulo para falar aos estrangeiros que encontro por esse mundo afora.
Mas enfim, finalmente entendo a razão de ouvir a expressão de orgulho dos paulistanos, “a minha São Paulo”. São Paulo pulsa, tem dinamismo e é também cruel. É o coração financeiro da América Latina. E o atendimento é muito melhor que Curitiba.
Aqui descemos pelo elevador e não dizemos bom dia para ninguém, somos chamados de cara amarrados. Aliás, segundo uma pessoa de minha família, isso não é cara fechada, é falta de educação.
Meu próximo desafio será dirigir em São Paulo. Não tive coragem de dirigir em Teerã, capital do Irã.
Paulistanos não reclamem do trânsito aí! Vocês não conhecem Teerã.
Um dia peguei um taxi em Teerã, não tinha a porta do passageiro. Outra vez retornando de um jantar, dividimos um taxi (esse tinha porta) com um italiano. Quando o italiano me viu assustada com o trânsito, me deu a seguinte dica: não olhar para fora do carro. Ele tinha razão. Portanto, o trânsito de São Paulo é um paraíso perto de Teerã.
Teerã em mais detalhes, para a próxima.
Posted by Detetive da Beleza at 22:03 0 comments Links to this post
Dermocosméticos e etc.
Respondendo para a leitora Laiza sobre dermocosméticos
Primeiro - Os termos Dermocosméticos, cosméticos dermatológicos, cosméticos biológicos etc., originam do termo cosmecêutico.
Cosmecêutico foi criado pelo dermatologista americano Dr. Albert Kligman, para conciliar ciência moderna com conceitos antigos sobre cosméticos. E todos esses termos significam que o produto cosmético deve combinar o benefício de um cosmético comum com o benefício de um medicamento.
A classificação dermo ou cosmecêutico depende da preferência do fabricante.
Porém a formulação de um dermocosmético caiu no mundo encantado dos marqueteiros, e possibilitou a incorporação de um número ilimitado de ingredientes ativos. Eles podem ser provenientes das plantas, dos mares, da terra ou de qualquer ponto do Universo!
A verdade é que, apesar de todo o invólucro científico que os fabricantes tentam impor aos produtos, esses termos não são regulados por órgãos de saúde como a ANVISA.
Resumindo a história, para a indústria cosmética, produtos cosméticos sob essas bandeiras, simplesmente agregam uma linguagem inteligente de marketing.
A Laiza pede opinião sobre a marca de dermocosméticos canadense Ducray
Um xampu dessa marca contendo 150 ml do produto, é vendido na internet por 57,97.
Fazendo uma matemática simples: comparando com o preço de um xampu da Garnier de 300 ml que custa 5,95 reais. A diferença é de 52,02.
Lembrando que o segundo produto contém em quantidade o dobro do primeiro.
Não preciso estender muito, a diferença entre os preços é absurda.
Analisando a formulação. Isso é o que importa para justificar o preço alto da Ducray.
As formulações dos produtos são praticamente iguais. É isso mesmo! quase similares. Mudam as fragrâncias.
O blá, blá que o fabricante Ducray escreve no rótulo do seu xampu:
"O xampu estimula e prepara o couro cabeludo para os tratamentos anti-queda."
Isso é blá, blá... não quer dizer absolutamente nada.
“Utilizado nos períodos de fragilidade dos cabelos ou em associação aos tratamentos anti-queda, ele estimula a micro circulação local.”
Aqui há uma daquelas pérolas dos marqueteiros escritas em rótulos de cosméticos que eu adoro e me divirto muito toda vez que leio:
“Estimula a micro circulação local.”
O que é isso? Quando o couro cabeludo é pressionado com os dedos, ou coçar a cabeça, você produz micro circulação local.
Será que é necessário gastar 57,97 para se ter micro circulação local no couro cabeludo?
Ah mas.... está escrito:
“fortalece os cabelos e as raízes e devolve o vigor ao couro cabeludo.”
Cabelo é natureza morta, como é possível fortalecer algo que não tem vida?
Ah mas fortalece a raiz do cabelo.
O xampu teria que penetrar nas camadas da pele. E definitivamente isso não ocorre. Pois a água retira o produto do cabelo quando você lava o cabelo.
Sinceramente não acredito que a formulação dos produtos da Ducray justifique o alto preço dos seus produtos. Mas enviei um e-mail à empresa pedindo algum estudo científico, sobre os seus produtos. Ainda continuo no aguardo da resposta.
Posted by Detetive da Beleza at 21:09 0 comments Links to this post
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Princípios Cosmetológicos
Leitores enviando e-mails com conteúdo positivo ou dando os parabéns pelo meu trabalho é maioria.
Mas também recebo e-mail de desafetos. Abordar algumas aqui é interessante.
A diretora de uma empresa de cosméticos afirma que não respeito os princípios da cosmetologia.
Pedi a ela para enumerar os princípios de cosmetologia ou o que ela entende por princípios da cosmetologia?
Nenhuma resposta. De forma que estou livre para estabelecer os meus próprios princípios da cosmetologia.
Analisando o conteúdo do meu livro Detetive da Beleza não consigo perceber onde estou burlando algum princípio conceitual da cosmetologia.
O leitor pode encontrar os seguintes princípios:
1 - Quem desejar entender como o seu cabelo e pele funcionam, não precisa apoiar-se em artigos de pseudociência ou carinha bonita de modelo, mas sim na sua razão e raciocínio.
2 – O que importa é a composição de um produto cosmético, esses ingredientes devem contribuir para a boa saúde da pele.
3 – Ter cautela com relação às promessas absurdas feitas pela propaganda de qualquer produto cosmético.
4- Cosmético natural é tão natural quanto poliéster. E Poliéster não é ruim.
5 – Jamais comprar um produto cosmético baseado na promessa de vendedor e sim obedecer a necessidade da pele.
Aviso aos desafetos: continuarei expondo minhas idéias mesmo a despeito das dissonâncias.
Se você é eclético e lê tudo o que cair nas suas mãos, será capaz de tirar suas próprias conclusões.
Ou do contrário, vive-se na monotonia e será eternamente massa de manobra daqueles que estão por cima da carne seca.
Posted by Detetive da Beleza at 15:31 1 comments Links to this post
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Arábia Saudita - break em cosméticos
Nem sei a razão direito, mas o fato é que não mencionei aos leitores do meu blog sobre as minhas viagens.
Alguns amigos insistem para que eu escreva um livro somente sobre os lugares onde morei.
Minha primeira experiência fora do Brasil, já faz algum tempo e foi para a Arábia Saudita.
Morei em Riad, capital da Arábia Saudita de 1993 a 1994. Foi uma experiência no mínimo interessante.
A economia brasileira experimentava uma inflação de 75% ao mês.
Quando você vive fora de teu país, é natural comparar tua cultura e a do outro país, bem como a cultura de outras nacionalidades que viviam na Arábia Saudita: alemães, americanos, belgas, noruegueses, egípcios, indianos e outros.
Temos uma visão diferente do próprio país quando estamos longe dele. É igual você filmar uma festa com uma câmera no andar superior, que está acontecendo no andar térreo. Enxergamos detalhes que nunca seríamos capazes de observar, se estivéssemos envolvidos com a bagunça da festa. Descobrimos nossas fraquezas, notamos os pontos positivos dos outros povos, como por exemplo, não chegar atrasado a compromissos, organização das cidades, etc.
No primeiro mês fui ao supermercado e levei um susto: os preços não mudavam. Foi quando percebi que a inflação já havia permeado minhas entranhas. O Brasil vivia uma crise terrível. Quem tem hoje 40 a 45 anos, faz uma idéia do que estou falando. Não tenho saudade dessa época.
Em Riad, as pessoas saiam dos Shoppings Centers, abarrotadas de sacolas, compravam para valer, e não era véspera de natal. Notei pela primeira vez o consumismo.
A Arábia Saudita é um país muçulmano, muito restrito com relação à liberdade da mulher, aliás, em país Árabe, mulher não exerce a liberdade de ir e vir.
Na cidade de Mecca, está localizado o Templo Sagrado dos muçulmanos: é uma enorme Mesquita com uma enorme pedra preta, ao ar livre. Segundo a tradição religiosa deles, todo o muçulmano, uma vez na vida, deve dar sete voltas ao redor dessa pedra. Um canal de TV mostra 24 horas, os fiéis rezando e circundando essa pedra. Quem não é muçulmano deve ficar kilômetros de distância, e não é permitido entrar na cidade.
O país é um dos maiores produtores mundiais de petróleo. Não é populoso. Portanto não existe pobre. Têm três cidades importantes, Riad a capital, Jeddah onde está o porto que transporta o petróleo; Damman, que é uma praia, mas nada de mulher com biquíni na areia. Em Jeddah tem praia, em alguns pontos isolados a mulher pode usar biquíni.
Todos os estabelecimentos comerciais fecham quatro ou cinco vezes ao dia, por 30 minutos. É a hora da prece ao Alah. Caso você se encontre no supermercado fazendo suas compras, deverá terminar tudo rapidinho, e sair. Ou eles te colocam para fora de qualquer jeito. No início, isso não me incomodava, depois é chato. Pois você nunca sabe o horário que vai fechar. Os horários de rezar seguem a posição do sol. O dia de descanso é a sexta-feira, domingo é um dia normal de trabalho.
No mês do Ramadan, que seria para os católicos a quaresma, todos os mercados e Shopping Centers fecham durante o dia. Abre apenas após o sol ir embora, mais ou menos em torno das 6 horas da tarde.
Enfim o país respira religião. Você é obrigado a respeitar as regras religiosas. As mulheres estrangeiras devem vestir a roupa preta e cobrir o cabelo para sair em público. Algumas empresas recomendam não viver lá, mais que cinco anos. Eles afirmam que pelo fato de ser um estilo de vida muito contrastante com o ocidente, depois de muito tempo lá, algumas pessoas passam a adquirir comportamentos esquisitos.
A mulher jamais, nem por sonho, pode usar saia, blusa de alcinha, calça comprida ou mostrar o tornozelo; para os muçulmanos, é a parte mais sex da mulher. Comprei saias longas, até o dedão do pé, blusas de manga comprida. Na Arábia Saudita a roupa preta que a mulher usa por cima da roupa normal é chamada de Abaia. É importante frisar que em outros países, essa roupa muda de nome. No Afeganistão, por exemplo, chama-se burca. Abaia é preta, burca pode ser azul ou cinza.
Em público, a mulher precisa cobrir o cabelo, ou no máximo para as estrangeiras o véu deve estar dentro da bolsa, sempre. Ele é mais importante que a carteira de identidade. Existem dois tipos de polícias: civil e religiosa. A polícia religiosa não trabalha tempo integral. Portanto você põe o véu na bolsa, quando vai ao Shopping Center, se tiver o azar de encontrar um Murtawa, (policial religioso), ele irá berrar para cobrir o cabelo. Caso não tenha o véu, pode ir presa.
Os estrangeiros moram em condomínio fechado com supermercados, farmácia, piscina e quadras esportivas. Lá dentro a mulher pode vestir-se normal, usar biquíni na piscina etc. Estão localizados longe da cidade, praticamente no meio do deserto. No meu condomínio, um ônibus levava as mulheres para fazer compras duas vezes ao dia. Aliás, na Arábia Saudita, o passatempo da mulher é comprar, não existe cinema, teatro, bar. E na época, não existia a internet.
É um país onde o estrangeiro é o empregado das empresas locais. Os sauditas são os donos do dinheiro. A maioria é riquíssima. Contratam os estrangeiros para fazer de tudo para eles, desde alguém para limpar o chão até construir redes de telecomunicações ou ensiná-los a jogar futebol.
A bebida alcoólica é proibida. Porém, é possível comprar bebida no câmbio negro. Os estrangeiros aprendem fazer vinho e cerveja em casa. Os suecos e alemães eram especialistas em produzir shinaps (uma bebida fortíssima). Concluindo, da-se um jeito de ficar bêbado, o Alah queira ou não.
Eu não falava uma palavra em inglês. Descobrimos uma escola americana feminina. Detalhe: as escolas são separadas em feminina e masculina.
Um fato bem hilário aconteceu na escola de inglês: um dia cheguei à sala de aula, encontrei minhas colegas de classe, todas amontoadas numa cadeira, olhando para fora, perguntei se o Sadan havia soltado um míssel? (Na época ele estava na ativa). Não era nada disso. As janelas eram todas pintadas de preto. As mulheres não podem ser vistas da rua. E as janelas eram altas. Mas em uma das janelas a tinta preta havia descascado, formando espaços transparentes no vidro. As alunas olhavam os transeuntes na rua por meio daqueles buraquinhos. Era a forma de transgredir e se divertir, olhando o mundo lá fora.
No meu condomínio havia mulheres estrangeiras que viviam em Riad por 10 anos, porém nunca tinham visto o rosto de uma mulher saudita, (elas cobrem o rosto totalmente quando saem na rua, usam três véus). Fui praticamente à privilegiada de poder ver o rosto de uma mulher saudita, elas são muito lindas.
Conheci uma senhora saudita escritora e a filha dela, na escola. Ela me disse que as mulheres eram proibidas de entrar em bibliotecas públicas. Existiam bibliotecas femininas, mas muito precárias. Ela viajava para os Estados Unidos, para buscar educação e informação. A filha dela adorava ir para o Egito, na balada para dançar.
Fiquei amiga de uma noiva, se preparando para casar. Após o casamento, trouxe o álbum de casamento para nos mostrar. Seu vestido era branco, longo e grinalda na cabeça. Contou-me que quase todas as mulheres se casavam de branco, com grande festa, onde inclusive, era servida bebida alcoólica. Os casamentos são arranjados pelas famílias. Casam-se entre primos, minha amiga havia se casado com o primo.
O noivo precisa pagar um dote para a família da noiva. Um rapaz vendedor de ouro, em uma loja, perguntou ao meu marido: “Quanto custa uma mulher no Brasil? Meu marido disse que o preço de uma mulher no Brasil vale uma boa conquista. Ele respondeu: “Já que é tão fácil assim, quero ir ao Brasil buscar uma mulher”.
Mulher não dirige. Porém uma colega tinha moto. Perguntei, “quando dirige a sua moto?” No deserto, o pai
havia ensinado. Quando viajava para Londres no verão, levava a moto para andar lá. Apesar de tanta regra, na escola de inglês, percebi que a maioria das regras islâmicas eram mais no papel que na prática. Nos finais de semana, os rapazes sauditas jovens, se divertiam dirigindo caminhonetes com tração nas rodas, pelas dunas de areia.
O nosso passatempo era fazer piquenique no deserto. Presenciei e senti na pele uma tempestade de areia no deserto. Todos os orifícios do teu corpo são literalmente preenchidos com areia. A areia fina deixa a pele marrom. A barraca queria voar, as mulheres faziam peso dentro da barraca e os homens lá fora segurando e levando lufadas de areia no rosto. Durou uns 30 minutos, o vento assobiava nos ouvidos. É uma sensação amedrontadora e incrível.
Devido à vastidão de luz existente no deserto, tiramos fotos maravilhosas.
Andando pelo deserto, imagina-se que a última coisa a encontrar seria uma planta verde? Ledo engano, no meio do nada, me deparei com uma planta verdinha, tenho as fotos. À noite, o vento carrega gotas de orvalho, é o suficiente para a mãe natureza entrar em ação.
Tenho ótimas lembranças da Arábia Saudita. Fizemos amizades que mantemos até hoje. E foi o lugar onde iniciei meu aprendizado de inglês. Não era o lugar ideal para aprender inglês, mas quando tem força de vontade, aprende inglês até na Arábia Saudita.
Posted by Detetive da Beleza at 11:46 1 comments Links to this post
Olheiras - A Verdade
É raro uma criança ter olheira, ou não é comum de se ver.
As olheiras dão o ar da graça para algumas pessoas adultas, (eu inclusa).
E para piorar a história, à medida que envelhecemos a nossa pele também não pára de crescer. A verdade nua e crua é que os cremes são praticamente ineficientes contra as olheiras. Massagens e máscaras são apenas processos paliativos contra as olheiras.
Uma cirurgia, por sinal muito eficiente na retirada das bolsas de gordura ao redor do olho, é a Bleforoplastia. Essa cirurgia tem o objetivo de remodelar as pálpebras removendo e reposicionando o excesso de tecido, além de reforçar os músculos e tendões ao redor do olho. É uma cirurgia simples, feita com anestesia local e o resultado é impressionante.
As causas das olheiras são basicamente três:
1 – Pigmentação natural da pele. A pele ao redor do olho vai se tornando escura.
2 – Gordura que se deposita na parte de baixo do olho. Somando-se ao excesso de pele, temos as famosas bolsas.
3 – Pele muito fina ao redor do olho. A constituição de pele em volta do olho é tão fina, que chega a ser quase transparente ou translúcida. Seria o mesmo que olhar direto nos músculos e nas veias, sem a barreira da pele.
Existe um tratamento diferente para cada problema:
– Pigmentação. Um dermatologista pode esfoliar a pele com ácidos, os chamados “peelings”.
– Se o problema são as bolsas de gordura – um cirurgião plástico pode fazer a Bleforoplastia. Ou uma cirurgia chamada “eye lifting” onde a pele ao redor do olho será erguida. O médico deve analisar qual cirurgia é mais adequada.
– Pele translúcida – Aqui é melhor rezar. Brincadeiras a parte.
Alguns médicos costumam injetar produtos de preenchimento ao redor dos olhos. Os produtos usados são os mesmos ao redor da boca. E cada médico tem o seu produto preferido. A vitamina C é muito eficiente.
Porém, nesse caso todo cuidado do mundo é pouco.
O problema não é o produto, que muitas vezes é absorvido pelo organismo.
Se o médico tiver o azar de perfurar um vaso sanguíneo ao redor do olho, a besteira está feita e a pessoa pode ficar cega. Um erro desses pode acontecer, e a cegueira será irreversível. Não existe estatística, mas tenho lido que alguns médicos americanos desconfiam de centenas de casos de cegueira nos Estados Unidos, causadas por perfuração dos vasos sanguíneos, quando os médicos injetam produtos de preenchimento ao redor dos olhos.
Minhas sinceras e modestas recomendações:
1 - Todo o cuidado é pouco, no que diz respeito a qualquer cirurgia plástica. Se o médico pedir para fazer exames, é melhor seguir o que ele diz.
2 – Quais médicos devem fazer as cirurgias ao redor do olho?
As especialidades médicas mais indicadas são os oftalmologistas e cirurgiões plásticos. É bom lembrar que cirurgiões plásticos são os médicos que estudam vários anos de residência em cirurgia plástica. Jamais os médicos esteticistas, ou dermatologistas podem fazer uma cirurgia ao redor do olho.
3 – Ainda existe a alternativa segura de disfarçar muito bem as olheiras, com maquiagem.
Posted by Detetive da Beleza at 10:50 1 comments Links to this post



