quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Qual a Lista de Ingredientes?

Leio no Estadão:

“Com o escândalo de próteses mamárias adulteradas envolvendo duas marcas estrangeiras, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) quer tornar mais dura a entrada dos produtos no mercado brasileiro. A agência reguladora quer exigir teste de qualidade lote a lote dos implantes de seio antes de liberar a venda.”

Teste de qualidade lote a lote, não era prática comum na ANVISA?
Pelo visto, não é somente o escândalo das próteses, mas estourou também o desconhecimento total da ANVISA sobre prótese de silicone comercializada no país.

Enquanto preparo um assunto com informações corretas e imparciais a respeito das próteses de silicone, aproveito a oportunidade para provocar os leitores do Blog:
  • Qual a formulação de uma prótese mamária de silicone vendida no Brasil?
  • Qual a diferença entre silicone de qualidade inferior e silicone de qualidade superior?
  • O que é silicone médico e silicone não médico?
A mais capciosa de todas:
  • Além de silicone de qualidade inferior, o que mais havia na prótese mamária da PIP?
Quando fiz um tratamento estético, estava incluída uma injeção de mesoterapia no tratamento. Concordei, mas antes de ser picada por aquela dolorosa agulha, eu queria saber o que estava sendo injetado dentro do meu organismo. Ou seja, qual a formulação daquele líquido?

A resposta foi essa pérola: “Sinto muito, mas não podemos lhe informar, pois nossa concorrência copiará o que está aqui; por essa razão, não divulgamos a formulação de nossos produtos.”

Minha postura:
Nem morta! Somente permitirei a injeção com o prévio conhecimento da fórmulação do produto.”

Se decidir colocar implante de silicone, o médico terá de dizer toda a lista de ingredientes do implante, e até a fórmula química do ar que respiro dentro do consultório dele.

É o que devemos exigir de um cirurgião plástico. O alto preço cobrado pelos serviços justifica o esclarecimento de toda e qualquer dúvida.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Teste "in loco” da Prótese Mamária de Silicone

Tempos atrás tentei importar um produto esterilizante para o Brasil. Entrei em contato com a ANVISA e fiquei assustada com a quantidade de exigências. Na internet deveria preencher três formulários em cascata. Como não sou química de formação, exigiram que eu contratasse um engenheiro químico. Mais exigências para o profissional. Registro em categoria de classe, currículo, comprovação de experiência profissional, etc.

Os valores das taxas deveriam ser pagos à ANVISA antecipadamente. Tentei argumentar de que não havia auferido lucro, pois só estava testando o mercado e no início traria apenas algumas amostras. Sem acordo, e fui alertada, ou melhor, (ameaçada) de que se algum fiscal da ANVISA encontrasse o produto no mercado, sem autorização eu poderia ser presa por contrabando.

Levaria um período de três meses, somente preenchendo formulários, depois mais um ano para receber a autorização. Após muita embromação, espera por reunião com diretora, telefonemas sem retorno, resolvi desistir da tentativa. O custo benefício do estresse, investimento antecipado, não compensava.

O mais inacreditável ponto em questão: o produto já era vendido fora do Brasil por décadas. Possuía laudo técnico de segurança para manuseio humano, sem contar os benefícios com a prevenção de doenças, etc. Porém aqui no Brasil, parecia que eu estava trazendo os componentes de uma bomba atômica.

Uma pergunta que não quer calar: todas as exigências que me foram feitas pela ANVISA também foram aos importadores do silicone de quinta? Comparada a outras marcas, a prótese da empresa francesa tem o dobro de chances de se romper no corpo das mulheres.

No meu caso, era obrigada a enviar uma amostra do produto para os técnicos da ANVISA analisarem. Será que nenhuma amostra do implante de silicone foi analisada pela ANVISA?

Pelo visto o produto foi testado sim, mas infelizmente não antecipadamente pelos técnicos da ANVISA. O teste real aconteceu, espalhando silicone no organismo das mulheres.

O descaso total com a saúde das brasileiras

Matéria publicada no jornal The New York Times em 21 de Dezembro 2011.
Por: MAÏA de la BAUME e DAVID JOLLY

 Health Fears Over Suspect French Breast Implants Spread Abroad


Um implante retirado de uma paciente em Nice na França - fabricado com silicone de qualidade inferior pela empresa francesa PIP.

Cerca de 25 mil próteses foram vendidas para o Brasil.
A ANVISA proibiu a importação do produto após preocupações com segurança surgirem na França, em abril de 2010.

Na data de 21/12/2011, o Diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sebastião Guerra, afirma ao jornal americano que não existia motivo para preocupações com os implantes franceses. Não havia rupturas dos implantes. Ele diz até estar surpreso com a celeuma em torno do assunto.

Porém, em 04 de janeiro de 2012  O Jornal Estado de Sao Paulo, publica:

Anvisa ignorou queixas de mulheres contra próteses mamárias da França

E tem mais: na semana anterior à essa data, o presidente da ANVISA, Dirceu Barbano, afirmou que o órgão não havia recebido nenhuma comunicação de problemas relacionados ao implante no Brasil
As autoridades de saúde, que são pagas para zelar pela saúde das brasileiras simplesmente lavaram as mãos.
Mas quando a .... atingiu o ventilador e outros casos pipocaram na mídia. Não teve jeito de encobrir a história.

O caso mais revoltante é o da esteticista Jany Simon Ferraz, de 54 anos.
Ela teve câncer de mama e fez mastectomia (retirou os dois seios). Colocou as próteses da marca PIP em 2005 por indicação do seu médico.

Quatro anos depois, Jany começou a sentir dor e desconforto nas mamas. Constatou o rompimento da prótese - “O silicone tinha se espalhado por toda a região do tórax e axilas”.

Em 2010, a esteticista registrou a queixa na Anvisa.
O que eles fizeram com a queixa dela? Ninguém sabia, ninguém viu.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Rádio Transamérica - Light News - 02 de Janeiro 2012

Feliz Ano Novo aos "Die Harders" meu leitores.
Obrigado especial à Cris e aos anônimos pela estimada participação com os comentários.

Estarei na segunda-feira dia 02 de Janeiro - 2012 (meu aniversário),
falando na Rádio TRANSAMÉRICA LIGHT 95,1 FM
http://www.radios.com.br/aovivo/Transamerica-Light-95.1-FM/8831
no programa da Maria Rafart. (Horário 7 da manhã até as 9:00).

Bjos, e até lá - Detetive da Beleza.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ouro de Marrocos - Óleo de Argan

Respondendo para a minha fã Cris!

O Aloe Vera já foi o “cara” no mundo dos cosméticos. O “cara” da vez chama-se óleo de Argan. É um óleo sem fragrância retirado de uma árvore chamada Argania Spinosa. É uma Planta capaz de se adaptar nos solos arenosos e secos; muito comum no Marrocos.

O óleo contém lipídios e ácidos graxos benéficos para a pele. É uma excelente fonte de vitamina E. Assim como vários outros extratos de plantas, é uma fonte de compostos antioxidantes.

Devido às mulheres marroquinas usarem esse óleo no cabelo, pele a nas unhas, a indústria cosmética está aclamando-o como a maravilha do momento. É bom lembrar que as mulheres árabes usam vários tipos de óleos com resultados variados.

Deixando de lado o folclore a respeito do assunto, não é preciso imaginar muito para saber que não existem tantas plantas de Argania Spinosa assim no Marrocos, suprindo a indústria cosmética mundial. Há também a dificuldade em extrair o óleo.

Similar aos óleos de amêndoa, oliva; esse é um extrato de planta com ação antioxidante benéfica à saúde. O Óleo de Argan é capaz de diminuir o colesterol quando ingerido via oral. Com relação ao uso tópico as informações são bem limitadas ainda.

Um estudo examinou a reação de uma pele oleosa após usar um creme contendo o óleo de Argan misturado com mais 20 ingredientes. Resultados bem subjetivos demonstraram que houve uma redução de 20-42% de oleosidade na pele. Porém o estudo não conseguiu concluir se o óleo de Argan desempenhou um papel específico no resultado. Tudo que se sabe é que o conjunto da formulação do creme foi benéfico para a pele. Para se ter resultado científico mais relevante, o estudo deveria comparar o creme com outros produtos.

O creme foi usado por apenas quatro semanas. Portanto não sabemos o que aconteceria com a pele se o creme fosse usado por mais tempo. Cremes oleosos causam acnes.

Não há dúvida de que o óleo de Argan é um importante produto cosmético a se considerar, na melhora de pele e cabelos ressecados. Mas não é um ingrediente superior aos inúmeros extratos de plantas previamente usados pela indústria cosmética.

O que sabemos de fato é que o óleo de Argan ainda não é a fonte da juventude eterna.

Site para pesquisa: (http://www.thecosmetic.com/)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Escova com Formol - Continua a Polêmica

O Jornal The Washington Post, publicou um artigo sobre um produto brasileiro vendido nos Estados Unidos para alisar cabelos.

O nome do produto chama-se Brazilian Blowout. O formulador foi inteligente e renomeou o formol por methylene glycol.

Mas como dizia minha mãe: mentira tem perna curta; uma consumidora após fazer escova progressiva em um salão com o produto Brazilian Blowout, teve náusea, vômito e dor de cabeça.

Porém os fiscais lá não são tontos, pegaram uma amostra e fizeram um teste, encontraram formol na formulação do produto.

O FDA enviou uma carta ao Sr. Michael Brady, executivo da empresa que vende o Brazilian Blowout, acusando-o de fazer propaganda enganosa. O methylene glycol nada mais é que o formol em estado líquido.

E por aqui não precisa mascarar o nome, é formol mesmo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Salão de Beleza & Cultura